
As Vezes eu gosto de escrever histórias, principalmente quando sou obrigado pela professora de oficina de redação hahahaha, mas tudo bem tá valendo. Por isso segue uma que eu escrevi que tem o título de "Despedida" espero que gostem:
"Não era um bom dia para Júlia. O dia negro e chuvoso visto da janela da sala anunciava para aquela pequena moça ruiva de 23 anos, corpo frágil e sardento que este seria a personificação do seu pior pesadelo. Encarar a consumação da doença que há anos definhava seu pai.
Dário, um homem forte, daqueles que se nota de longe a fama de durão, empregava quase todo o seu dia na conservação do mais famoso parque de diversões de cidade de Jundiaí. O parque imperial. Lubrificar roda gigante, lustrar o carrossel, cuidar de toda a parte elétrica dos carrinhos bate-bate e ainda ter que retocar as pinturas dos monstros que assombravam o castelo mal-assombrado eram uma das mais importantes funções em seu dia de trabalho. Mas nada disso o satisfazia tanto quanto ver aquele que era o motivo de seu dia se tornar iluminado, os cabelos vermelhos de sua linda filha Júlia.
Até mesmo pela dureza do trabalho, Dário não era o que podia se dizer de modelo de pai dedicado, porém todo o momento de folga, por menor que fosse era gasto com Júlia. Por esse motivo a relação dos dois ia a cada dia se fortalecendo, baseada na admiração que Júlia tinha por seu pai, e pelo zelo que ele tinha pela menina, afinal o melhor presente que sua amada nina lhe havia deixado antes de partir era aquela que ele chamava de cachos de fogo.
A vida nunca havia sido fácil para a pequena Família, mas essa união fortalecia seus laços. Laços que mal, sabiam os dois, seriam para sempre unidos pela dor.
Com o passar dos anos, o vigor de Dário já não era o de um jovem e suas forças o deixavam ao passo que uma dor intensa nas costas o incomodava, a teimosia e a dureza que lhe era uma marca forte não permitiam visitas de médicos, mas a dor o venceu e foi diagnosticado um câncer já em estado avançado.
Os meses passavam e Júlia conseguia retribuir todo o amor e cuidado que seu pai lhe havia dedicado. Toda essa dedicação foi posta a prova quando os dois decidiram passar os últimos dias de Dário em casa. Isso era tudo o que o estado avançado da doença permitia aos dois. A Júlia, ela permitia o temor do dia em que Dário partiria.
Na última sexta de novembro de 76, o dia amanheceu sombrio, Júlia sentia dentro de si que a temida hora estava por chegar. Dário, que apesar da grave doença nunca houvera se entregado, naquela manhã acordou de um modo muito pacífico. Pediu a Júlia que o levasse para a sala e que desse a ele uma pêra. Enquanto o pai comia a fruta que ele mais gostava, Julia foi tomar seu banho. Ao voltar, atendeu àquele que seria o último pedido de seu pai, ficar um pouco com ele.
E lá estava ela, deitada no sofá de cabelos molhados, segurando a mão do homem que jamais voltaria a ver.
Ela prontamente atendeu ao pedido do pai, que lhe contou histórias até que sua voz foi aos poucos perdendo as forças. E ficando cada vez mais fraca, se calou." Ta Bão Então. É isso
Dário, um homem forte, daqueles que se nota de longe a fama de durão, empregava quase todo o seu dia na conservação do mais famoso parque de diversões de cidade de Jundiaí. O parque imperial. Lubrificar roda gigante, lustrar o carrossel, cuidar de toda a parte elétrica dos carrinhos bate-bate e ainda ter que retocar as pinturas dos monstros que assombravam o castelo mal-assombrado eram uma das mais importantes funções em seu dia de trabalho. Mas nada disso o satisfazia tanto quanto ver aquele que era o motivo de seu dia se tornar iluminado, os cabelos vermelhos de sua linda filha Júlia.
Até mesmo pela dureza do trabalho, Dário não era o que podia se dizer de modelo de pai dedicado, porém todo o momento de folga, por menor que fosse era gasto com Júlia. Por esse motivo a relação dos dois ia a cada dia se fortalecendo, baseada na admiração que Júlia tinha por seu pai, e pelo zelo que ele tinha pela menina, afinal o melhor presente que sua amada nina lhe havia deixado antes de partir era aquela que ele chamava de cachos de fogo.
A vida nunca havia sido fácil para a pequena Família, mas essa união fortalecia seus laços. Laços que mal, sabiam os dois, seriam para sempre unidos pela dor.
Com o passar dos anos, o vigor de Dário já não era o de um jovem e suas forças o deixavam ao passo que uma dor intensa nas costas o incomodava, a teimosia e a dureza que lhe era uma marca forte não permitiam visitas de médicos, mas a dor o venceu e foi diagnosticado um câncer já em estado avançado.
Os meses passavam e Júlia conseguia retribuir todo o amor e cuidado que seu pai lhe havia dedicado. Toda essa dedicação foi posta a prova quando os dois decidiram passar os últimos dias de Dário em casa. Isso era tudo o que o estado avançado da doença permitia aos dois. A Júlia, ela permitia o temor do dia em que Dário partiria.
Na última sexta de novembro de 76, o dia amanheceu sombrio, Júlia sentia dentro de si que a temida hora estava por chegar. Dário, que apesar da grave doença nunca houvera se entregado, naquela manhã acordou de um modo muito pacífico. Pediu a Júlia que o levasse para a sala e que desse a ele uma pêra. Enquanto o pai comia a fruta que ele mais gostava, Julia foi tomar seu banho. Ao voltar, atendeu àquele que seria o último pedido de seu pai, ficar um pouco com ele.
E lá estava ela, deitada no sofá de cabelos molhados, segurando a mão do homem que jamais voltaria a ver.
Ela prontamente atendeu ao pedido do pai, que lhe contou histórias até que sua voz foi aos poucos perdendo as forças. E ficando cada vez mais fraca, se calou." Ta Bão Então. É isso

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